Everything I ask for

História por Lelen
Revisão por Cáa Pardine

Indice: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e Nota.


01. Back to the start

- Então você pode ir me buscar no aeroporto, ? - O rapaz ouviu a garota perguntar atraves do celular.
- Claro, ! - Ele parecia animado com a idéia.
- Ótimo, te vejo amanhã então! - Ele não podia vê-la, mas sabia que seus lábios estampavam um enorme sorriso.
- Certo, até amanhã. - O garoto desligou o aparelho depois de ouvir a menina se despedindo.

- Então é sério? Quer dizer que vamos rever a nossa ? - perguntou ansioso, já sabendo a resposta.
- É meu amigo, relembrar os velhos tempos. - murmurou sorrindo feito bobo.
- Alguém sabe o que ela fez da vida depois de termos ido embora? - perguntou fazendo todas as outras quatro cabeças presentes se virarem para ele. - O quê? Eu sou o único curioso a respeito?
- Não cara, não é isso... É que ninguém sabe o que ela anda fazendo... Perdemos muito o contato, lembra? - perguntou num tom óbvio.
- Vai se saber, o vivia ligando para ela...
- Acho que eles tinham coisas mais interessantes para falar... - murmurou sorrindo malicioso, logo levando um tapa na nuca, dado por .
- Amanhã, quando ela chegar, vai ter bastante tempo para fazermos perguntas, agora eu vou dormir, preciso acordar cedo. - Ele deu língua para os outros, que apenas riram.

O rapaz mal conseguiu pregar os olhos de noite, a ansiedade não permitia tal façanha. Conseguiu cochilar por alguns minutos, mas nada mais. Quando a manhã chegou, percebeu que seus olhos estavam um tanto vermelhos, e que olheiras começavam a se formar.

- Merda! - Ele exclamou pegando seus óculos escuros antes de sair de casa.

***

estava sentada em sua poltrona de avião, eram os últimos minutos do voo, e ela sorriu aliviada. Odiava viagens de avião, mas era o meio mais confortável e rápido que ela podia utilizar para chegar a tempo em suas reuniões de trabalho. Alguns minutos depois, pôde-se ouvir a voz da aeromoça anunciando que o avião iria pousar, e também dando as boas vindas aos passageiros.

seria capaz de sair correndo do grande avião, se não fosse o fato dele estar lotado de pessoas com a mesma idéia. Ao passar pela aeromoça deu um pequeno sorriso, e logo desceu as escadas para desembarcar. Correu e pegou suas malas na esteira, colocando-as em um carrinho. Estava olhando distraída os lados, quando seu celular vibrou em seu bolso.

- Alô?
- , TÁ TUDO BEM COM VOCÊ? VOCÊ CHEGOU INTEIRA? TEM ALGUM GATINHO AÍ? ? A menina riu, era sempre a mesma, escandalosa e só pensando nos ?gatinhos?.
- Dá para parar de gritar, amor? Desse jeito vou ficar surda!
- Desculpa, me empolguei! ? A outra riu do outro lado da linha.

continuou conversando e andando distraidamente em direção a saída do lugar, sem perceber um rapaz também distraído a sua frente, resultado: Ela o ?atropelou? com seu carrinho.
- Droga. ? Ele resmungou ao derrubar as flores que segurava no chão.
- Ah, merda! ? parou o carrinho, se atrapalhando com algumas das malas que estavam prestes a cair.
- É, eu sei que o Alan é um merda, mas... ? continuou a conversa sem saber o que se passava do outro lado da linha.
- Me desculpa! ? exclamou agachando para ajudar o rapaz a juntar as flores que haviam se espalhado.
- Por que 'tá me pedindo desculpas, amiga? Eu concordo plenamente que ele é um merda!
- Aqui. ? A garota estendeu o que havia recolhido.
- AQUI O QUÊ MENINA, TÁ MALUCA? ? gritou, fazendo a amiga finalmente lembrar que antes do ?acidente? falava ao celular.
- Ah... , mais tarde eu te ligo! ? Disse desligando. ? Olha, desculpa mesmo por isso, eu estava completamente distraída...
- Tudo bem, eu acho... ? O rapaz murmurou olhando em volta.

ficou encarando o rosto daquele garoto, que parecia mal prestar atenção em sua presença. Ela o conhecia, sentia isso. Pensou por um momento, e caminhou para mais perto dele, estendeu a mão e tirou os óculos escuros que cobriam boa parte de seu rosto.

- Hei! ? Ele reclamou. ? Como é que você vai tirando meus óculos assim?
- ? ? A menina ergueu uma das sobrancelhas.
- Deus, vai me dizer que você é uma fã maluca e...
- Não acredito que não está me reconhecendo! Sou eu, a ! ? Ela exclamou pulando no pescoço do rapaz, no que deveria ser um abraço.

se manteve imóvel. Ela era a sua ?pequena? ? Não podia ser.
Quando ela separou o abraço, o rapaz a encarou dos pés a cabeça detalhadamente.
Ela usava uma bota de cano longo bege, um sobretudo com mangas curtas creme, seus cabelos eram longos e negros, e seu rosto estampava um pequeno sorriso tímido, aquele sorriso.

- , EU NÃO ACREDITO! ? finalmente percebeu que era mesmo sua , e a abraçou com intensidade. ? Olha só pra você, como cresceu! ? Ele rodopiou com a garota agarrada a seu pescoço.
- Você não fica muito para trás, ! ? Ela riu depois que viu a careta que o amigo fizera.
- Vamos, os garotos estão morrendo de saudades. ? O rapaz sorriu já empurrando o carrinho com as malas dela em direção a saída.
- , e as flores?! ? A menina parou rindo do amigo completamente atrapalhado.
- Ah! Erm... São pra você... ? O rapaz sorriu sem graça entregando o que sobrara do ?buquê?.
- Para mim? ? sorriu pegando-as da mão estendida de . ? Own, você é tão fofo! ? A menina tinha os olhos brilhantes.
- Obrigado. ? O garoto fez pose. ? Mas agora vamos, ou os garotos vão me matar por demorar tanto! ? E os dois voltaram a andar rapidamente em direção a saída.

***


- Cara, será que o se perdeu? Eles estão demorando muito! ? reclamou sentado no sofá da sala.
- Já devem estar chegando e... ? foi interrompido pelo barulho do carro estacionando. ? Viu só?

Os quatro ao ouvirem o barulho, se amontoaram na janela para poderem ver a amiga chegar.

- Cambada, chegamos! ? gritou da entrada enquanto ajudava a garota com as malas.
- CARAMBA , DAVA PRA DEMORAR M... ? parou no meio da frase quando viu a garota com quem o amigo estava parado no hall de entrada. ? Quem é ela?
- Nossa, é bom ver você também, ! ? A menina sorriu sem jeito.
- Ok, ela fala como a , mas não se parece em nada com ela. ? falou apontando indiscretamente.
- Ah, fala sério, eu era tão feia assim e agora estou pior? ? resmungou se olhando.
- Mas por que é que vocês estão demorando tan... ? apareceu seguido de , e ambos pararam assim que avistaram a garota. ? Uau. ? Ele murmurou abrindo a boca.
- Caramba... ? assobiou.
- Mas que raios est... ? chegou logo depois resmungando. ? ! ? O garoto correu para abraçar a menina.
- Ah, graças a Deus! ? Ela riu abraçando-o também. ? Pelo menos você, !
- O quê? ? Ele perguntou confuso.
- Foi o único que não ficou parado igual a um tonto olhando pra ela... ? riu da cara dos amigos, que se recompunham aos poucos. ? Vem, vamos sentar. ? Ele puxou a garota consigo.

Todos os seguiram para dentro da sala, as malas da menina estavam amontoadas em um canto, e todos se esparramaram no sofá.

- E então , o que fez da vida esse tempo todo? ? finalmente pôde perguntar para matar sua curiosidade.
- Ah, virei modelo, e tive que trancar a matrícula da faculdade por conta disso... ? Ela parou para pensar um pouco. ? Ah, acho que não fiz nada de muito interessante...
- Tá brincando... ? se pronunciou. ? Nós nunca te vimos em lugar nenhum...
- Me surpreenderia se vissem... ? Ela riu. ? Tenho trabalho em revistas de moda, em passarela, em clipes de bandas quase famosas... ? foi enumerando nos dedos.
- Caramba, como é que você passou despercebida por nós? ? questionou erguendo a sobrancelha.
- Dude, mesmo que a gente tivesse a visto em algum lugar, nunca a reconheceríamos. ? exclamou ainda encarando a amiga como se nunca a tivesse visto.
- Hum... Mas e vocês, eu soube que estão começando com um EP! ? A menina exclamou radiante.
- Cara, como é que você sabe disso e nós não sabemos sobre seus trabalhos? ? perguntou erguendo a sobrancelha.
- Ah, não sou tão alheia ao mundo, sabiam? ? Ela riu.

Os seis passaram a manhã toda conversando animadamente, colocando em dia tudo o que perderam um do outro durante 4 anos e meio.


02. It?s gonna be a glorious Day

- Ok, vocês vão me levar para passear aqui. ? A garota murmurou já em pé.
- E onde pretende ir? ? perguntou bocejando.
- A algum lugar bonito, e depois almoçar... Ou talvez o contrário... ? murmurou pensativa, logo ouvindo vários estômagos reclamando de fome. ? Certo, vamos primeiro almoçar, e depois vamos ao lugar bonito. ? Concluiu rindo.

Os seis amigos saíram numa caminhada até chegarem a uma avenida movimentada com várias opções de restaurantes e lanchonetes, os cinco rapazes voltaram seus olhares para a única menina no grupo.

- O quê? ? perguntou confusa.
- Bom, como você é a visita, você quem decide para onde vamos. ? sorriu.

encarou bem todas as suas opções, e começou a caminhar em direção a um restaurante francês. Os garotos se entreolharam um pouco duvidosos e passaram a segui-la, se era comida francesa que ela queria, fariam um esforço para comerem também. Estavam quase na porta quando desviou o caminhou e sentou numa das mesas ao ar livre de uma lanchonete. pareceu surpreso pela escolha, e o resto suspirou aliviado.

- Achamos que ia entrar no restaurante francês, . ? ergueu a sobrancelha encarando a amiga que riu.
- Não sou muito fã de comida francesa. ? A garota fez careta. ? Nada como o bom e velho hambúrguer! ? Exclamou com os olhos brilhando.
- É. Mas é que como você é modelo e tem que manter o físico, achamos que você preferiria algo mais... Leve? ? murmurou.
- Eu dou um jeito nisso fazendo exercícios. Não gosto de passar fome. ? reclamou fazendo os cinco rirem.

Logo o atendente chegou com seu bloquinho para anotar os pedidos. O grupo de amigos ficou conversando e brincando enquanto os lanches não ficavam prontos. Jogaram bolinhas de papel uns nos outros, e tentaram brincar de ?palitinho? com os palitos de dente na mesa. Cerca de quinze minutos mais tarde, já estavam comendo alegremente o que haviam pedido.

- Huuum, adoro X-burguer! ? exclamou depois de mastigar e engolir seu primeiro pedaço.
- Vai acabar engordando! ? brincou.

o encarou séria, parecendo ofendida, o que fez com que todos parassem de mastigar para observar a cena.
A menina sorriu marota e pegou um tubo de ketchup. Os cinco rapazes a encararam sem entender nada, e quando finalmente compreenderam foi tarde, já apertara com toda a força o pote, fazendo todo o seu conteúdo voar na direção deles. A menina riu da cara de espanto dos amigos, que obviamente não deixariam passar dessa forma. Quando percebeu, estava completamente suja de maionese e mostarda.
O que se seguiu foi uma verdadeira lambança, ketchup e mostarda de um lado, maionese e batata frita do outro...
Os seis se divertiram até o gerente ter que expulsá-los, pois estavam atrapalhando o lanche das outras pessoas.

Eles mal se sentiram ofendidos ou envergonhados. Na verdade tudo o que sentiam era a alegria de estarem todos juntos novamente, como devia ser, como sempre foi. Riram até sentirem suas barrigas doerem, e lágrimas escorrerem por seus olhos.

- Fazia um bom tempo que não fazíamos guerra de comida. ? murmurou depois de se recuperar da crise de risos.
- É. A última vez foi quando a gente ainda estudava... ? disse pensativo, tentando se recordar exatamente.
- Foi divertido, devíamos fazer mais vezes... ? falou sorrindo, recebendo olhares de todos. ? OK, acho que não.
- Tudo bem, vamos ao ?lugar bonito? agora... Se você não se importar de ir assim toda suja, . ? riu ao ver o estado da amiga.
- Acho que todos nós nos importamos, ! ? A garota exclamou fazendo cafuné na cabeça do rapaz que resmungou enquanto ria.

Os seis voltaram para casa e foram tomar banho e se arrumar para saírem novamente.
foi a mais rápida, surpreendentemente. Por mais estranho que parecesse, quem demorou mais fora , que tinha maionese até os cabelos.
Uma hora e alguns minutos mais tarde, todos estavam limpos e cheirosos prontos para sair.

- Hum... Para onde vamos, pessoas? ? A garota sorriu radiante.
- Eu tenho um lugar que acho que você vai gostar... ? murmurou pensando um pouco.
- Ótimo, então vamos! ? saiu saltitante em direção a porta.

***


A tarde estava maravilhosa e muitas pessoas tiveram a mesma idéia que um certo grupo de amigos: sair e dar uma volta no parque.
O lugar era amplo, grama verdinha, árvores, flores e um pequeno lago estavam ali para quem quisesse apreciar.

- AAAH, ISSO AQUI É LINDO! ? tinha os olhos brilhando de alegria.
- Sabia que ia gostar. ? sorriu observando algumas crianças correrem de um lado para o outro.
- Aqui é perfeito! ? Ela exclamou andando em direção ao lago onde algumas aves se refrescavam.

Por cerca de meia hora os cinco rapazes deixaram a garota observar tudo sem interferir, mas logo começaram as brincadeiras e se esqueceu completamente o quanto estava maravilhada com o lugar, passando a dar mais atenção às brincadeiras do que a qualquer outra coisa.
Num momento perto do fim da tarde, algumas adolescentes passaram a encarar mais curiosamente, até finalmente se aproximarem.

- Ah meu Deus, você é , não é? ? Uma das garotas perguntou arregalando os olhos.
- Erm... É, sou. ? sorriu acanhada, não esperava que alguém soubesse quem ela era.
- Ai, você é tipo... Minha ?ídola? das passarelas, eu te admiro e me inspiro em você! Também quero ser modelo! ? A garota sorriu sonhadoramente.
- Ah, que legal! Já fez o seu book? ? passou a conversar com sua ?fã? como se já a conhecesse há tempos.

Minutos e mais minutos de conversa, fotos e autógrafos se passaram, até a noite cair completamente e todos resolverem ir embora.


03. And here's another line from the heart

O sol adentrava o quarto escuro por algumas frestas na janela. estava se sentindo dolorida demais para se mexer. A posição em que se encontrava não era lá a mais confortável para se dormir, ela estava completamente torta na cama com uma dor na coluna ameaçando a aparecer.
A menina se endireitou ouvindo suas articulações estalarem a cada movimento enquanto levantava. Deu uma olhada ao seu redor, e viu várias roupas espalhadas pelo chão e em cima do pequeno sofá que havia ali. Riu.

- Esse não tem mesmo jeito. ? murmurou para si mesma balançando a cabeça.

saiu do quarto que o amigo lhe cedera na noite anterior e enquanto bocejava e descia as escadas, ouviu barulhos vindos da cozinha. Curiosa caminhou até lá, e se deparou com tentando quebrar ovos, preparando um sanduíche super recheado, fervendo alguma coisa, e e brigando por uma frigideira.
Quando a menina entrou não pôde deixar de explodir na risada. Os cinco rapazes pararam de fazer o que faziam para encarar a recém chegada que não parava de rir. Quando finalmente se recompôs, percebeu os olhares dos amigos em sua direção.

- Que foi? ? Perguntou erguendo a sobrancelha. apontou para ela.

A garota estava vestida com seu pijama de Bob Esponja e calçava sua pantufa Scooby Doo.

- Eu hein, nunca viram uma garota de pijama? ? Resmungou fazendo careta.
- Não com um pijama do Bob Esponja e pantufas do Scooby... ? riu e depois praguejou, havia perdido a frigideira para .
- Vocês estão tentando fazer o quê?
- O café da manhã. ? respondeu mergulhando um saquinho de chá na água que havia acabado de ferver.
- Por que não me acordaram? Eu podia ajudar. ? murmurou apontando para que acabara de quebrar completamente a casca de um ovo.
- Ah, você é a visita, vai para a sala ver TV, a gente cuida disso aqui. ? riu enquanto empurrava a amiga para fora da cozinha. Ela fazia careta e resmungava. ? Não se atreva a sair daí, mocinha. ? Exclamou, e logo desapareceu no corredor voltando para onde seus amigos estavam.


O café saiu quase na hora do almoço, mas estava com uma cara ótima apesar da cena que tinha visto ao acordar.
Depois de comerem, os garotos resolveram apostar quem era o melhor em jogos de corrida e futebol no vídeo-game. Segundo os cinco era cedo demais para saírem novamente, eles ainda mal tinham almoçado...
No meio da tarde o resultado havia saído. fora o melhor nas corridas, e a melhor no futebol, o que surpreendeu aos garotos, que nunca tinham perdido no game para uma menina.

- É o poder feminino, meninos! ? exclamou piscando divertida para os amigos.
- Sei, sei... ? murmurou fazendo bico.
- Aaah, amor, não fica assim! Treina mais e teremos uma revanche, que tal? ? A menina sorriu sapeca para o amigo que riu.

Um segundo de silêncio se passou e todos na sala puderam ouvir um toque de celular bastante alto soar.

- Hum... De quem é o celular que tá tocando Mr. Brightside lá em cima? ? apareceu no pé da escada com cara de cansado.
- Meu! ? saiu correndo e atropelando o rapaz que demorara demais para sair do caminho na escada.

, e ficaram na sala curiosos para saberem quem ligava para a amiga, enquanto e foram para a cozinha preparar um lanche. A conversa no celular demorou cerca de vinte minutos, o que estava matando os três curiosos de ansiedade.
Quando finalmente apareceu, ela tinha as malas prontas e descia com elas para o térreo.

- O que houve, quem era? Por que as malas? ? perguntou na frente de todos.
- Era meu agente... Ele disse que vai haver um desfile de moda na cidade, e que minha presença foi requisitada... ? A menina suspirou derrotada. ? Que lindo, eu venho para cá para ver meus amigos e descansar, e ganho mais trabalho.
- E você vai para onde? ? apontou as malas da garota no chão.
- Para um hotel junto com as outras modelos... Droga.
- Por que não pode ficar aqui? ? murmurou tristonho.
- O hotel fica perto de onde o desfile vai acontecer, é mais fácil para os ?ensaios?.

O silêncio baixou entre os quatro amigos presentes, fazia careta, não queria ter de ir para um hotel e se afastar mais uma vez dos tão queridos amigos...
Minutos depois, uma buzina alta soou do lado de fora da casa. Era a carona de .

- Bem pessoal, foi ótimo enquanto durou... ? Ela sorriu fraco.
- Você volta, não volta? ? quis saber encarando-a.
- Hum... Não sei bem... Mas espero que sim. ? respondeu, e o rapaz mordeu o lábio inferior frustrado.
- A gente vai ter convite VIP né, ? ? sorriu sugestivamente fazendo a garota rir.
- Claro, se prometerem ir!
- A gente promete. ? e disseram em uníssono.
- Prometemos? ? encarou os dois levando um tapa ?discreto?. ? Claro, prometemos!
- Certo. Até mais então, meninos. Digam a e que eu os amo, são os morangos da minha torta! ? Ela riu com os três rapazes. ? Beijos. ? E em seguida saiu correndo para fora com suas malas quase caindo pelo caminho.

, e ficaram encarando a porta por certo tempo, mal eles haviam se encontrado com a amiga e ela já ia embora?
Depois de um tempo foi comer alguma coisa com e , foi ver alguma coisa na TV e subiu para seu quarto. Aquela separação podia ser pior do que qualquer um imaginaria...


04. We?ll make the great scape

estava sentada perto da passarela, não agüentava mais tantos ensaios para um desfile, que ao seu ver já estava perfeito. Mas perfeito não era o bastante para os organizadores do evento, tinha de ser ainda mais do que isso... A menina bufou entediada enrolando mechas de seu cabelo entre os dedos. Daria tudo para estar junto de seus amigos, provavelmente acabando de acordar considerando o horário.

- Vamos , minha pombinha! Foco no desfile, meu amor! ? Lana exclamou puxando a menina que resmungou. ? O que foi? Nem parece estar empolgada! ? Lana era uma das ajudantes de evento da agência de moda de , e também sua grande amiga em meio a toda aquela gente.
- Não pareço empolgada porque não estou... ? Choramingou fazendo careta.
- Por quê?! ? A mulher questionou parecendo não acreditar. ? Sabe todas aquelas adolescentes lá fora? Elas estão aí para te ver, como pode não estar animada com isso?!
- É só que eu queria estar em outro lugar agora... Esse desfile todo mudou completamente meus planos de férias! ? A menina fez bico. Lana ia começar a dizer alguma coisa quando parou seu olhar no salão de entrada.
- Aquele garoto parece estar meio perdido... ? Ela murmurou erguendo a sobrancelha enquanto encarava um rapaz que caminhava sem saber exatamente para onde e olhava para todos os lados.
- Hum, é mes... ? ? arregalou os olhos sem acreditar.
- ? Você o conhece? ? Lana apontou descaradamente para o rapaz que procurava alguém a sua volta.
- Claro, foi na casa dele e dos amigos que eu fiquei! ? exclamou correndo em direção ao garoto que parecia perdido em meio a tanta gente. ? !

Ela pulou literalmente em direção ao rapaz com tanto entusiasmo que quase o fez se desequilibrar.
riu de alívio e alegria ao abraçar a amiga, e os dois passaram a dizer tonelada de coisas ao mesmo tempo, sem parar sequer para respirar. Riram com a trapalhada e sorriram um para o outro.

- O que faz aqui, ? ? sorriu largamente. estava tão alegre em ver a menina ali, que mal se importou com o apelido.
- Vim ver garotas de biquíni. ? Respondeu.
- Seu bobo. ? Ela balançou a cabeça negativamente e depois riu. ? Fala sério, pode ver isso naqueles sites adultos da internet.
- Que difamação! Eu não visito essas páginas. ? O rapaz virou o rosto fingindo-se de ofendido. ? Mas tenho que admitir que as garotas lá são...
- Ah, fala sério! ? riu meio indignada. ? O que você realmente veio fazer aqui?
- Vim ver se você está disponível... Liguei para sua secretária, mas ela não deve ter anotado o recado. ? O rapaz deu língua se divertindo. ? Mas acho que você está um tanto ocupada fazendo sei lá o que, então...
- NÃO! Estou completamente livre! Por favor, por favor , me tira daqui! ? implorou juntando as mãos com cara de sofredora.
- Hum... Acho que não é uma boa idéia... Tem gente olhando, e daí não seria um seqüestro bem sucedido e... ? O garoto passou a falar coisas sem sentidos.
- Não tem problema, e, aliás, se uma pessoa pede para ser levada, não chega a ser exatamente um seqüestro... ? A menina riu marota.
- Mas e aquela mulher? Ela está olhando estranho para mim e...
- Larga mão de ser medroso, ! ? deu um tapinha no braço do amigo que se encolheu fingindo sentir dor. ? A Lana com toda a certeza vai nos encobrir, vamos, por favor!
- Certo... Pensando bem, ser procurado por um ?pseudo? seqüestro de uma supermodelo não é tão mau... Levando em conta que vou ter a melhor companhia de todas enquanto isso...
- É! Obrigada, ! ? A garota saltitou e o abraçou novamente.

Antes de saírem sorrateiramente do lugar, lançou à Lana um olhar de súplica, e essa revirou os olhos bufando.

- O que eu não faço pela minha pombinha... ? Murmurou para si mesma suspirando derrotada. Teria de pensar numa boa desculpa para explicar o desaparecimento da modelo principal do evento...

***


e caminhavam rindo felizes no meio da rua com alguns olhares curiosos os acompanhando. A garota estava aliviada por sair daquele lugar entediante que era seu trabalho, e o rapaz estava contente por poder ver sua amiga depois de alguns dias que lhe pareceram anos.

- E então, o que quer fazer hoje, madame? ? perguntou parando de frente à .
- Hum... Não sei... Algo em mente, senhor?
- Que tal um cinema? Talvez um passeio pela cidade, ou até irmos lá pra casa jogar vídeo-game... Ou quem sabe ir ao parque relaxar, ou...
- Caramba, você fez o cronograma completo, hum? ? riu com a euforia do rapaz. ? Bom, que tal darmos uma volta por aí, comermos alguma coisa e passar o resto do dia no parque? Eu adorei aquele laguinho, tão fofo! ? A menina exclamou sorrindo alegre para o rapaz que também sorriu.
- Fechado. ? pegou nas mãos de e a puxou em direção a algum lugar por aí.


05. I've been changing you're still waiting on me

encarava sua melhor amiga enquanto esta comia batatas fritas. Ele riu ao perceber que ela pegava uma por uma para colocar na boca e só pegava outra quando já tivesse mastigado tudo direito e tivesse engolido. Eram coisas estranhas para se observar numa pessoa, mas quando se tratava de , cada pequeno detalhe lhe importava. Ele também percebeu que a cada mordida em seu lanche, ela pingava uma pequena quantidade de catchup e mostarda ao invés de fazer como ele, encher de uma vez o lanche com a quantidade que queria de uma vez para não ter todo esse trabalho de ?temperar? o lanche novamente.
Enquanto o rapaz se perdia em pensamentos o encarou curiosa.

- Perdeu a fome ? ? Murmurou ela erguendo a sobrancelha divertida vendo seu amigo voltar a si e a encarar quase que sem graça.
- Ah... Não, eu só estava pensando... ? deu de ombros. ? Bobagem. ? Sorriu.
- Hum, sei. ? o encarou com um olhar especulativo, duvidando da resposta.
- Vou pedir a conta. ? O rapaz finalizou o assunto anterior levantando para verificar com o atendente o preço.
- Não vai terminar de comer? ? A garota levantou encarando o lanche quase intocado do amigo.
- Acho que realmente perdi a fome... Vou pedir para embalarem para viagem. ? Sorriu largamente e logo voltou a andar em direção ao balconista.

revirou os olhos. Não era à toa que todos os seus amigos estavam magros, as refeições não eram nada balanceadas e nem um pouco regulares.
Depois de algum tempo voltou ao seu encontro com uma sacolinha contendo seu lanche e a puxou para fora da lanchonete, o parque não ficava muito longe dali, então caminhariam.

- Ah, como esse lugar é lindo! ? exclamou enquanto ela e caminhavam em direção à sombra de uma árvore perto do lago.
- Hah, eu sabia que gostaria daqui, é o meu lugar favorito também. ? Ele sorriu sentando ao pé da árvore vendo a amiga fazendo menção de sentar ao seu lado. ? Espera! ? Exclamou quase assustando a menina que se endireito olhando para o rapaz confusa.
- O que foi?
- Vai sujar sua roupa desse jeito. ? Ele murmurou parecendo preocupado.
- Ah, , me poupe! Achei que fosse algo mais importante ou assustador, tipo uma borboleta... ? Ela murmurou revirando os olhos e sentando de vez ao lado de .
- E desde quando borboletas são importantes ou assustadoras? ? Ele riu.
- Oras, desde que me dou por gente e uma dessas grudou na minha roupa e não queria mais sair. ? murmurou séria, mas logo desatou a rir sendo acompanhada pelo amigo.

O rapaz sorriu.
Sentira falta daquela sua amiga divertida e descontraída. Não fora muito tempo longe um do outro, mas haviam sido quatro anos em plena adolescência, palavra que andava de mãos dadas com mudança; e como tudo havia mudado! , a sua pequena era famosa agora, e com toda a certeza já não era mais tão pequena assim. Ele e seus amigos haviam mudado também, formaram uma banda por pura diversão e logo se viram além do que qualquer um dos cinco poderiam ter sequer sonhado. Tudo havia mudado, mas a essência permanecia a mesma em ambos os casos.

- Sabe , senti saudades de tudo isso aqui, senti saudades de me divertir com meus melhores amigos, senti falta de um tempo livre com as pessoas que gosto... ? suspirou. ? É bom estar de volta, mesmo que só por algum tempo. ? Ela prosseguiu e logo encostou a cabeça no ombro de o abraçando um pouco torta.
- É bom te ter de volta, . ? O rapaz murmurou baixinho sorrindo. A sensação de ter os braços da garota ao seu redor era boa, mas definitivamente não era o que ele esperava sentir ao ser abraçado por uma amiga. Seus sentimentos e pensamentos ficaram confusos por um instante, mas logo os deixou de lado, queria aproveitar cada momento disponível ao lado da amiga.

Os dois ficaram jogando conversa fora por longas horas se divertindo e se atualizando sobre os acontecimentos da vida um do outro, mesmo depois de quatro anos sem se falarem muito, parecia que tudo continuava igual em relação a afinidade, os dois continuavam próximos como sempre fora.

***


O por do sol deixava a paisagem verde do parque com um tom alaranjado em tudo que os raios do astro alcançavam.
estava maravilhada com a cena, havia tempos que não tinha tempo para apreciar um fim de tarde como aquele, assim tão tranquilamente.

- Vem , vou tirar algumas fotos desse fim de tarde tão lindo! ? A garota se levantou entusiasmada enquanto sacava seu celular do bolso traseiro da calça jeans.

Os dois se aproximaram da margem do pequeno lago enquanto a menina batia fotos do lugar ao seu redor parecendo empolgada.

- Isso aqui é o paraíso! ? Ela exclamou sem tirar os olhos da tela do celular. Já tinha todas as fotos que queria de todos os ângulos que lhe eram possíveis.
- É, aqui é mesmo maravilhoso. ? sorriu abobadamente encarando cada detalhe do rosto da menina a sua frente, o sol iluminava suas feições dando a ela uma aparência ainda mais extraordinária aos olhos do rapaz.

enfiou o celular de volta ao bolso e voltou-se para o abraçando ao mesmo tempo em que olhava para o lindo pôr-do-sol a sua frente. a abraçou de volta encostando o queixo no topo da cabeça da menina, eles ficariam assim até o espetáculo do grande astro terminar e enfim a noite chegar se não contassem com a intervenção de um pequeno grupo de crianças que brincavam ali perto de pega-pega. As crianças explodiram na correria para tentar escapar do ?pegador?, e uma dessas crianças completamente afobada passou às costas de dando uma pequena trombada com o rapaz, que completamente desatento acabou perdendo o equilíbrio.
Ele tentara se manter firme, mas já era tarde, e então acabou levando consigo para uma maravilhosa queda no lago. Quando conseguiu emergir da água completamente preocupado com a reação de sua amiga, ouviu a gargalhada espontânea da menina que estava em pé com a água lhe batendo pouco acima das coxas, as roupas completamente encharcadas e os cabelos grudando-lhe no rosto. Toda a preocupação do rapaz se foi e ele acompanhou a amiga nas gargalhadas.

- Deus, vocês estão bem? ? Uma mulher olhava preocupada a cena.
- Estamos sim, senhora. ? respondeu depois de se recompor de um ataque de gargalhadas.
- Desculpem-me, as crianças não tem mesmo jeito! ? A mulher murmurou a primeira parte para a dupla encharcada e a segunda para si mesma. ? Venham, deixem-me ajudá-los! ? Ela estendeu a mão tentando puxar para fora do lago em vão.
- Tudo bem senhora, nós nos viramos aqui. ? disse enquanto saía do lago com mais facilidade e êxito do que a mulher teria, já estendendo a mão para que riu.
- Sinto muito mesmo queridos... ? A mulher murmurou antes de sair atrás de ?suas? crianças que continuavam a correr pelo parque sem nem ao menos fazerem idéia do que havia acontecido.

Depois de alguns instantes olhou para o estado que se encontravam: completamente molhados, não havia sequer uma parte que tivesse escapado.

- Ah, quando é que eu iria me divertir tanto assim longe daqui? ? Ela quebrou o silêncio parecendo satisfeita.
- Achou isso divertido? ? O rapaz perguntou apontando para o lago. A menina apenas sorriu em resposta.
- É bom estar de volta. ? Repetiu o que havia dito poucas horas antes.
- É realmente bom te ter de volta. ? O rapaz também repetiu sua fala.

Os dois passaram um minuto em silêncio voltando a apreciar o fim de tarde.

- Só espero que nós não peguemos uma bela gripe... ? A menina murmurou dando de ombros fazendo rir.

Definitivamente aquela era sua , não mais a sua pequena , mas mesmo assim, sua.


06. You come along because I love your face

Os dias se passaram com ensaiando para o desfile que se daria em poucos dias, e com indo visitá-la e ?raptá-la? quase todos os dias ? quando Alana estava de bom humor, claro. discutia alguns assuntos com Lana em seu quarto a respeito do desfile.
- Ficou sabendo, ? A banda que iria abrir o desfile não vai aparecer... ? Alana resmungou como se aquela fosse a pior notícia do mundo. ? Allan está louco com isso, disse que ?nunca vai encontrar outra banda para substituí-los? assim tão em cima da hora.
Aquele estresse de Lana era compreensível, já que a maioria dos problemas que envolviam Allan vinham parar em suas mãos, seja em forma de reclamação e desabafo, ou em forma de ?faça alguma coisa, Alana!?
- Acredita que ele largou esse pepino na minha mão? ? Resmungou a mulher indignada.
- Espera, você disse que estamos precisando de uma banda nova para abrir e fechar o desfile? ? perguntou se animando perceptivelmente com a conversa.
- É, por quê? Tem alguma banda para tirar da manga, ?
- Hum, digamos que sim. ? A garota murmurou pensativa.
- AH DEUS! Isso é sério, ? Não brinque com o coração, e nem a cabeça, dessa sua velha amiga! ? Lana exclamou pulando de seu lugar na cama e indo parar em frente à que riu. ? Não ria do desespero dos outros, !
- Certo, desculpe, desculpe! ? tentou parar de rir da cara da mulher a sua frente, mas não conseguira por completo. ? Acho que tenho a solução para salvar sua sanidade, Lana. ? Ela disse entre um riso e outro. ? Só vou precisar do resto do dia de folga para resolver o assunto pra você.
- Ah, eu sabia que tinha alguma coisa mais. ? A mulher resmungou revirando os olhos. ? Vai visitar aquele seu amigo de todos os dias?
- , vou visitá-lo sim. E não reclame porque ele será sua futura salvação. ? riu da careta de Alana e sem esperar resposta saiu correndo de seu quarto para ir ao seu destino.

Era pouco mais de meio-dia quando chegara em frente a porta da casa que os amigos dividiam. Sua empolgação era tanta que não estava aguentando esperar, apertou a campainha incessantemente, até aparecer com cara de sono e uma bermuda amarrotada.
- Caramba, por que você aparece na casa dos outros em plena madrugada? ? O garoto resmungou esfregando os olhos.
- Bom dia pra você também, ! E se não percebeu já é dia. Meio-dia, aliás. ? disse já adentrando a casa sem sequer esperar para ser convidada a entrar.
seguiu a passos lentos a amiga em direção à sala e se sentou num dos sofás. Na verdade se esparramou deitado.
- Onde estão os outros? ? A garota quis saber olhando ao redor e percebendo o grande silêncio.
- Dormindo como eu deveria estar fazendo. ? deu de ombros fechando os olhos.
revirou os olhos indignada e cruzou os braços aborrecida. Foi quando teve uma idéia boba.
Pegou seu celular e procurou pelo número de em sua agenda. Discou. No andar de cima pôde ouvir o celular do amigo tocar bastante alto, e não demorara muito para que ele despertasse e atendesse.
- Alô...
- ACORDEM CAMBADA DE PREGUIÇOSOS! ? berrou no aparelho.
A garota viu pular de susto no sofá. O rapaz acordara olhando para todos os lados a procura do motivo da barulheira.
- ? ? Ela pôde ouvir perguntar confuso.
- Sou eu! ? Respondeu divertida. ? Acorda e vai acordar todo mundo, tenho uma coisa para falar com vocês! ? Ela exclamou e logo desligou o celular, sem esperar que o amigo respondesse.
Quinze minutos mais tarde, lá estavam todos os cinco sentados ? na verdade quase caindo de sono ? no sofá da sala da casa. riu da aparência de todos.
continuava com a mesma cara de sono e a bermuda amarrotada, usava uma camiseta surrada e uma bermuda escura, tão amarrotadas quanto as roupas de ; estava com uma regata branca, uma bermuda laranja e um chinelo de dedo gasto; usava apenas uma calça moletom e tinha cara de cansaço, mas parecia bastante interessado; e , bem parecia ser o único realmente interessado no assunto que tinha a falar com eles, tinha cara inconfundível de quem acabara de acordar, mas estava suficientemente desperto para encarar fixamente a amiga.
- Bem meninos, o que dizem de fazerem um pocket show, hum? ? A garota perguntou sendo direta.
- Mas hein? ? perguntou voltando totalmente sua atenção à amiga assim que ouviu a palavra ?show?.
- É, um mini show. ? sorriu. ? Sabe, estamos precisando de uma banda que abra e finalize nosso desfile no fim de semana.
- Uh! ? também despertara. ? Maneiro...
- Garotas de biquíni! ? exclamou fazendo cinco olhares incrédulos voltarem para ele. ? Quê? Vai ter garotas de biquíni, não vai?
- Claro , claro. ? respondeu revirando os olhos, mas depois caindo na gargalhada. ? Deus, vocês só pensam nisso? ? Perguntou ela em meio a risos.
- Hey, não nos coloque no meio disso! ? protestou ? foi o quem disse.
- Como se vocês não tivessem pensado o mesmo... ? cantarolou marota. ? Mas certo, voltemos ao assunto.
- Garotas de biquíni!
- É, garotas... NÃO! ? se atrapalhou com o que queria dizer, fazendo todos os amigos rirem. ? Certo, cale a boca . ? A garota murmurou apontando o dedo para o rapaz que concordou. ? Pois bem, precisamos de uma banda para tocar na noite do desfile porque a que estava prevista para aparecer desistiu na última hora. ? Explicou. ? E como eu me lembrei que vocês, meus lindos amigos, têm uma banda, resolvi tentar a sorte.
Os cinco rapazes se entreolharam calados.
- A única coisa que precisam fazer é ter pelo menos cinco canções no repertório, quatro para a abertura e uma para o final. ? continuou falando. ? E claro, tentem tocar ao menos UMA coisa mais pop, sabe como as pessoas que vão nesses eventos adoram essas coisas e tal. ? Ela continuou, até perceber que os amigos estavam mais calados que o normal. ? Gente?
Silêncio...
- AH MERDA! NÓS VAMOS TOCAR NUM EVENTO! ? fora o primeiro a se manifestar.
- FINALMENTE UM SHOW DE VERDADE! ? exclamou atônito.
- VAMOS TOCAR PARA UM MONTE DE GENTE! ? tinha o sorriso maior que a cara.
- GAROTAS DE BIQUÍNI! ? voltou a exclamar, mas ninguém deu real atenção para ele daquela vez.
- Cara, mal posso acreditar, vamos tocar num desfile! ? exclamou, só não sabia se aquela frase era positiva ou negativa devido ao duplo sentido que poderia ter, mas a julgar pela feição radiante do amigo, era uma coisa positiva.
- É, isso vai ser demais! ? exclamou feliz.
- Hum, é... , quando é o desfile? ? perguntou fazendo todos os olhares voltarem para si.
- Depois de amanhã. ? Respondeu a menina.
Os rapazes ficaram em silêncio encarando uns aos outros, até perceber uma certa preocupação.
- O que? ? Perguntou. ? Acham que não vão dar conta de ensaiar até a data? ? Arregalou os olhos.
- Hum, temos um bom repertório, , mas uma música pop para esse fim de semana? ? fez careta.
- Hey, eu tenho uma coisa! ? exclamou. ? Andei pensando há algum tempo, e se fizéssemos nossa versão de I wanna Love you do Akon? ? Propôs.
- ÓTIMA IDEIA, , AI QUE MARAVILHA! ? foi a que se manifestou primeiro. ? Conseguem fazer isso? Se conseguirem podem tocar o que mais quiserem, uma música pop é clássica, precisa ter no evento. ? Ela concluiu.
Os garotos fizeram silêncio por uns instantes.
- É claro que conseguimos, somos demais! ? foi quem acabou com a aflição da amiga que pulou de seu lugar e deu no rapaz um abraço apertado, bem apertado.
- É isso aí, vocês são DEMAIS! ? A menina exclamou dando pulos de alegria.


07. Shake it, shake it!

Dia do desfile?

- Cara, eu tô nervoso? - murmurou andando de um lado para o outro na sala de estar. ? Vai ter um público bem maior do que estamos acostumados. ? Resmungou um tanto desesperado.
- Lembra da primeira vez que nos apresentamos? ? Jared perguntou colocando as mãos nos ombros do amigo o fazendo parar de andar. assentiu. ? Pois é, todos estávamos nervosos, mas demos conta... Aliás, fomos ótimos, todo mundo adorou! ? Ele sorriu largamente dando um tapinha solidário em .
- É, acho que você tem razão. ? O garoto respirou fundo e se sentou.
- Eu sempre tenho. ? Jared riu com ar de convencido.

Os dois estavam esperando pelos outros amigos e pela carona que havia providenciado para buscá-los para o evento. fora sempre o mais nervoso, todas as vezes antes das apresentações ele ficava uma pilha de nervos duvidando de sua capacidade, mas era só pisar no palco ? ou seja lá onde ele precisasse se apresentar ? para se sentir poderoso e inatingível, eles sempre conseguiam.
Depois de cerca de dez minutos os cinco integrantes da banda estavam reunidos na sala esperando pela carona. Todos estavam bastante empolgados ? exceto , que estava nervoso demais para demonstrar seu entusiasmo ? com a nova apresentação. Claro que tocar num evento de moda não fazia o tipo deles, mas por que recusariam uma oportunidade? Teriam jovens ali, então talvez não fosse tão ruim assim, e claro, ainda teriam garotas de biquíni como sempre fizera questão de lembrar.

Alguns poucos minutos depois de todos se juntarem na sala, uma buzina soou e os cinco saíram como furacões da casa, dando de cara com uma limusine esperando-lhes. Obviamente que os cinco comemoraram como se o país tivesse vencido a Copa do Mundo só pelo carro, e mais óbvio que eles fizeram uma pequena ?festa? para a caminho do local do evento dentro da limusine e seus apetrechos.

O prédio onde o desfile aconteceria estava já um tanto lotado, tanto que os garotos pensaram se não estavam atrasados.
- Hey, vocês aí! ? Uma mulher exclamou para os cinco que haviam acabado de entrar no saguão de entrada.
- Ai droga, mal chegamos e já fizemos algo de errado? ? murmurou fazendo careta indignada.
- Acho que é a Alana... ? murmurou para tentar acalmar .
- Quem?
- Vocês cinco são surdos? ? A mulher reclamou enquanto chegava mais perto massageando as têmporas. ? Ah, deixa pra lá. São a banda, não é? ? Perguntou analisando-os.
- Hum... É, somos. ? respondeu erguendo a sobrancelha achando um pouco de graça na cena.
- Ótimo, graças a Deus chegaram! ? Ela exclamou num suspiro. ? Sou Alana e vocês acabaram de me salvar da loucura, então... Obrigada. ? Sorriu fazendo um gesto em agradecimento. ? Venham comigo, vou lhes mostrar o camarim. ? Ela disse já caminhando, sem esperar resposta ou reação dos garotos.

Os cinco se entreolharam um pouco duvidosos mas acompanharam a mulher que já havia se distanciado uns bons passos do grupo.
Atravessaram um salão inteiro, desceram um lance de escadas e andaram um pouco num corredor bastante comprido. Alana parou no meio do corredor e abriu uma porta dando um passo para o lado para dar espaço para os rapazes entrarem.

- Olha, sei que não e grande coisa, mas tentamos deixar o mais confortável possível. ? Lana sorriu da porta.
Os meninos olharam a sua volta. O camarim não era gigante, mas acomodava muito bem os cinco sem terem que se acotovelar, tinha espelhos, poltronas... Luzes, muitas luzes, e...
- MAÇÃ VERDE! ? exclamou voando para a mesa de comidas e bebidas pegando a fruta e dando uma mordida.
Alana riu achando-os divertidos.
- Certo, alguém virá avisar quando for a hora de se apresentarem, até lá, relaxem, descansem, comam, mantenham-se hidratados, e bem... Façam o que tem que fazer. ? Alana terminou de dizer, e depois de acenar um tchauzinho fechou a porta deixando os cinco ali parados.

estava sentado numa das poltronas macias de couro com sua maçã mordida até a metade. Ele observava tudo com interesse até perceber quatro rapazes atrapalhando sua visão do outro lado da sala.
- Gente, vocês vão ficar parados aí até que horas? ? perguntou erguendo a sobrancelha depois dando uma mordida na maçã.
- Nós temos um camarim... ? murmurou ainda sem acreditar.
- Uhum, temos, e quer saber? Se vocês não forem comer nada, eu vou comer tudo sozinho... Nem tomei café hoje, to morto de fome! - exclamou pulando da poltrona para analisar o que mais se tinha para comer ali.

revirou os olhos e foi até o lado do amigo para analisar a mesa também. Havia pãezinhos, geléia, água, sucos, energéticos e frutas, muitas frutas.
- Ah, como assim aqui não tem chocolate? ? perguntou indignado, como algum lugar no mundo que fosse civilizado não tinha chocolate.
- Cala a boca ! ? Jared riu do amigo enquanto se acomodava numa poltrona.
- Hey, eu não sou nada sem meu chocolate! ? O rapaz resmungou num choramingo indo se sentar também.
- Ah, se contenta com esse suco de laranja, vai. ? chegou exclamando e entregando ao amigo um copo cheio de suco. aceitou dando de ombros. Se não tinha jeito...

As horas se passaram bem rápidas, logo alguém batia à porta.
- Entra! ? exclamou erguendo a sobrancelha.
- Oi gente! ? enfiou a cabeça pela fresta que abrira.
- O que tá fazendo aqui? ? perguntou. ? E por que bateu na porta e ficou esperando do lado de fora?
- É , eu estou bem e você? ? revirou os olhos adentrando finalmente o camarim. Ela estava com um roupão que tinha o emblema dos desenvolvedores do desfile. ? E eu bati e fiquei esperando o sinal verde porque sabe como são os camarins de bandas, né? ? A garota riu marota dando uma piscadela para o amigo que riu também.
- Ah claro, temos milhares de fãs para trazer para o nosso camarim. ? riu revirando os olhos. ? Mas o que veio fazer aqui, ?
- Hum, vim ver se ainda estão vivos para tocar na abertura, ouvi dizer que estavam nervosos. ? A garota comentou observando o lugar.
- Nós não, o . ? Jared riu apontando o amigo que fez cara de poucos amigos.
- Certo, certo. Bom, também estou aqui para avisar que vocês vão entrar em cinco minutos.
- QUÊ? ? Os cincos exclamaram com suas melhores caras de desespero.
- Uhum, o . ? murmurou como quem não quer nada, e riu da cara dos amigos.
- Cinco minutos? ? Jared perguntou.
- Bom, na verdade agora são três, porque demorei um minutos para chegar aqui, e mais um minuto conversando com vocês...

O silêncio reinou na sala, os rapazes estavam estáticos.
- Gente? ? chamou um pouco preocupada. ? Olha, se ficarem muito tempo aí parados como bobos, logo estarão atrasados. ? A garota soltou o alerta vermelho que fez todos se mexerem.
- Cadê minhas baquetas, minhas baquetas!
- As palhetas, cadê elas?!
Isso foi um exemplo do que ouvira durante alguns segundos.
- PESSOAL! ? Ela berrou revirando os olhos. ? Baquetas, palhetas e todo o resto estão no palco esperando por vocês, está tudo lá, agora VÃO, estão começando a ficar atrasados! ? exclamou escancarando a porta por onde os cinco saíram correndo como doidos.
A garota riu dos amigos e logo correu para junto deles.
- O que está fazendo aqui, ? ? perguntou confuso enquanto todos esperavam serem anunciados.
- Vim dar boa sorte. ? Sorriu, então se aproximou de cada um dos amigos para dar um beijo no rosto e um abraço. Começou por , passou por , depois por , depois por , e por último por . ? Então boa sorte para vocês, rapazes! ? Ela sorriu, e um segundo depois anunciaram a banda.
007 Shake it, shake it! ? Parte 2

Por mais que fosse uma das modelos principais daquele desfile, simplesmente não podia deixar de assistir a seus amigos num momento tão importante da vida deles, com seu roupão se esgueirou entre a platéia e se sentou numa das ultimas fileiras do local para não atrapalhar ninguém e não ter problemas na hora de sair correndo no início do desfile.
Ouviu o som do microfone sendo ligado e sorriu ao imaginar os amigos completamente apavorados com o grande momento chegando.

- E agora, para abrir o nosso show... Erm... ? O apresentador fez uma pausa, e foi então que se lembrou do pequeno detalhe, A BANDA NÃO TINHA NOME! O rapaz no palco olhou para o lado por um instante e então assentiu sorrindo. ? Para abrir o nosso show, a banda The Maine! ? Exclamou logo correndo para sair do caminho.

Os cinco integrantes da banda entraram no palco um tanto acanhados, e cada um fora para sua posição com seus devidos instrumentos.

- E aí pessoal do Fashion Festival, nós somos o The Maine e viemos agitar um pouco isso aqui! ? John exclamou no microfone.
observou algumas garotas na platéia gritarem encantadas e John sorrir para elas.
estava ansiosa para saber quais músicas eles tocariam, obviamente sabia dos nomes, mas não tinha idéia de como as canções eram, por mais que tivesse acompanhado algumas notícias dos amigos nunca conseguira ouvir nenhuma música dos mesmos, o que a deixava envergonhada.
Depois da contagem feita pelas baquetas de Pat a primeira canção começou...

She's fresh to death
She'll be the death of you
Seduction leads to destruction
She's fresh to death
She'll be the death of me
She's fresh but not so clean


riu com a canção, ainda bem que ninguém parecia prestar muita atenção na letra em si. Muitos dos convidados já se mexiam em suas cadeiras no ritmo da melodia e ela tamborilava os dedos no mesmo ritmo. A letra podia não ser o maior dos elogios para uma garota, mas quem liga? A canção era gostosa de ser ouvida!

Mais dois minutos e lá se fora a primeira canção, não se deu tempo sequer de respirar e uma outra começara. Esperto da parte deles já que a maioria das garotas presentes eram fragilmente atingíveis com aquela letra.

I picked you up and lifted your wilted frame into the sun.
I was taken back, yeah I was taken back,
And by the time I caught my breath,
You had blossomed into something that I did not expect.

And if it takes all night,
I swear I'll wait,
For you,
Forever.


se alegrou completamente ouvindo e analisando a letra da segunda música, era tão bela e fofa, com toda a certeza as adolescentes presentes estavam se derretendo pelos rapazes no palco, ainda mais por John que era o responsável de cantar a letra tão bonitinha e apaixonante. Pois é, seus amigos tinham um futuro como banda, com certeza!

- Ah, dessa alguns de vocês curtiram mais! ? John exclamou no microfone sorrindo e as garotas jovens espalhadas pela platéia gritaram como verdadeiras fãs. ? Que ótimo! A próxima se chama Give me Anything!
John acabara de dizer e depois de alguns segundos lá estavam tocando novamente, no meio de algumas partes algumas garotas mais atiradas gritavam algo como "Te dou qualquer coisa" no meio da platéia, o que fez John soltar um risinho enquanto cantava.
A ultima música a ser tocada na abertura fora We change, we wait, a favorita de do repertório.
- Agora vocês ficam com o que realmente interessa... ? começou e logo foi interrompido.
- GAROTAS DE BIQUÍNI! ? exclamou pegando seu microfone. gargalhou de seu lugar e o mesmo fizeram os outros quatro integrantes da banda.
- É, garotas de biquíni e um ótimo desfile! ? murmurou novamente.
- Até mais pessoal! ? exclamou dando um tchauzinho e logo todos saíram de cena.

suspirou, então era isso, era sua deixa. Levantou-se e voltou aos tropeços para o camarim das modelos.

***


Os cinco rapazes beberam água, comeram algumas coisinhas e depois correram para a primeira fila na platéia reservada especialmente para eles no desfile. Nenhum deles queria perder o grande desfile, principalmente , e , que ansiavam ver desfilar, seria a primeira vez que a veriam em seu ambiente de trabalho, era uma coisa incrivelmente especial para aqueles três.
O desfile começou, uma, duas, dez modelos passaram com roupas que na opinião leiga dos rapazes, eram bastante estranhas... Todas essas modelos passaram mas nada de aparecer.
- Mas onde está a ? ? resmungou esticando o pescoço para ver se conseguia enxergar alguma coisa mais "além".
- GAROTAS DE BIQUÍNI! ? exclamou logo em seguida.
- Cala a boca, ! ? exclamou dando um tapa na nuca do amigo.
- Porra! ? Este resmungou indignado pelo modo que fora tratado.

Realmente garotas de biquíni começaram a desfilar com modelos "inovadores". Era inevitável, os cinco rapazes babavam em cada uma das que passavam a frente deles. e observavam uma das modelos que havia gritado para eles durante o pequeno show até serem cutucados indiscretamente por que olhava fixamente um ponto mais a frente. E lá estava a única tão esperada modelo dos três: .
Com toda a certeza o biquíni que escolheram para ela era o mais ousado... Vermelho combinava com ela, muitos dos rapazes da platéia pensavam ao mesmo tempo, inclusive os seus cinco amigos na primeira fileira. Ao passar por eles ela deu um discreto tchau, sorriu para quem quisesse fotografá-la na ponta da passarela, deu uma volta e caminhou de volta para os fundos desaparecendo por lá.
- Poxa, a visão do paraíso durou tão pouco... ? murmurou e logo levou um tapa de que se esticara todo para alcançar o amigo. ? Pô, qual é, deram para ficar me espancando agora? ? O garoto reclamou massageando o local estapeado.
- Só cala a boca, tá ? ? ralhou revirando os olhos.

Horas depois o desfile estava terminando, os garotos correram de volta para o camarim para se aprontarem e encerrarem o evento, desta vez estavam muito mais a vontade do que no início...

***


caminhava na passarela para o agradecimento quando I wanna Love you começou a tocar. Pôde ouvir um corinho de alegria vindo da platéia ao reconhecerem a música e sorriu. Aquela música ficava maravilhosa na voz de John, e a melodia ficara tão mais leve e suave do que a original que ela pensou até que gostava daquela canção. Fizeram reverência ao público, acenaram e então finalmente o evento fora encerrado, todas as modelos pularam de alegria ao som de The Maine inclusive que abraçava alguma companheiras as parabenizando.
olhou em direção aos amigos e viu apontando para ela e movendo os lábios em um "I wanna Love you (Love you)" fora da canção, ela riu e ele sorriu piscando voltando a prestar atenção na música e finalmente a finalizando com o restante do grupo. Vários adolescentes surgiram gritando por terem gostado da versão da música, e os mais velhos aplaudiram demonstrando terem gostado também.
Quando os garotos estavam indo na direção da amiga um homem de terno os parou sorrindo.
- Sou Andrew Carter representante da gravadora Fearless. ? O homem estendeu a mão e a apertou em nome dos cinco. - Estou aqui em nome da gravadora para assinarmos um contrato com vocês rapazes, o que acham? ? O tal Andrew sorriu e os cinco a sua frente antes completamente alegres e risonhos, pararam como estátuas encarando-o de olhos arregalados.


Nota da autora: Finalmente uma atualização que não demorou tanto né? HAHAHAH
Estou... NADA, disse que não ia dizer essas coisas pra depois não frustrar Q
Mas assim, pretendo atualizar todas as minhas fanfics numa mesma semana, pode ser que seja essa *0*
Beijinhos, inté a próxima!